quinta-feira, 28 de julho de 2011

Notícia da ENSP sobre publicação do livro: "A Gestão do SUS no Âmbito Estadual: o caso do Rio de Janeiro."

Ainda não tive acesso à obra. Mas, pareceu-me bastante interessante. 

"Publicação traz debate do SUS no Estado do Rio de Janeiro

Política, planejamento e gestão são os três pilares do Sistema Único de Saúde que estão reunidos no livro A Gestão do SUS no Âmbito Estadual: o caso do Rio de Janeiro. Publicado pela Editora Fiocruz, a obra traz uma contextualização histórica desde os anos 1970 quando surgiu no cenário da saúde a Associação Brasileira de Pós Graduação em Saúde Coletiva (Abrasco). Maria Alícia Ugá, pesquisadora do Departamento de Administração e Planejamento em Saúde da ENSP e uma das organizadoras do livro, falou em entrevista ao Informe ENSP sobre o desenvolvimento do livro e suas contribuições a sociedade. Segundo a organizadora, a publicação pretende esclarecer como se dá atualmente a atuação e o poder de intervenção das Secretarias Estaduais de Saúde, no contexto do Pacto pela Saúde e os principais desafios atuais para a gestão estadual do SUS. 

Inscrições abertas para o Curso “Políticas Sociais, Seguridade Social e Saúde” , agora em Londrina

Após divulgar as inscrições do mesmo curso para cidade de Belo Horizonte, em 20 de junho, hoje faço referência à notícia de que : "Estão abertas as inscrições para o curso “Políticas Sociais, Seguridade Social e Saúde”, que ocorrerá nos dias 19 e 20 de agosto, das 9h às 18h, na Universidade Estadual de Londrina - UEL, Centro de Ciências Biológicas. A atividade faz parte do projeto, promovido pelo Centro Brasileiro de Estudos de Saúde (Cebes), com a coordenação de núcleos locais, que prevê a realização de mais de 30 cursos voltados para a formação em Cidadania para a Saúde. Vagas gratuitas e limitadas. Faça Aqui."
No Blog do Cebes mais informações sobre o curso e sobre as inscrições.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

STJ mantém indenização por danos morais e materiais

"Mantida indenização a menina que sofreu paralisia cerebral por falta de socorro após o parto
A Quarta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ), por maioria, manteve a indenização por danos materiais e morais concedida a um casal de Minas Gerais e sua filha, que sofreu graves sequelas em decorrência da falta de prestação de socorro após o parto. Os ministros entenderam que os valores não são exagerados e que a realização de nova análise dos fatos, para eventualmente se negar a indenização, esbarraria na Súmula 7/STJ, que impede o reexame de provas em recurso especial." 
Notícia completa sobre a decisão   e dados do recursos especial no site do Supremo Tribunal de Justiça- STJ

DE OLHO NA PARTICIPAÇÃO EM SAÚDE: CONSULTA PÚBLICA SOBRE "Proposta de Revisão da Resolução nº 333, de 4 de novembro de 2003"

A proposta e a resolução em vigor estão disponíveis no site. 
A  Resolução n.º 333 consiste na  norma que trata sobre as diretrizes para criação, reformulação, estruturação e funcionamento dos Conselhos de Saúde.
É interessante rever alguns pontos sobre esta normativa que Gilson Carvalho levanta em seu texto, citado no post sobre a necessidade de especialistas em direito sanitário, do dia 10/04/11-  e no twitcam veiculado no blog saúde com Dilma, que sugeri aqui no Blog no dia 03/07/11. 

Brasil será sede permanente do Instituto Sul-Americano de Governo em Saúde - Conferência Inaugural

No site do Ministério da Saúde a notícia veiculada no dia 22/07 sobre sede permanente do Instituto Sul-Americano de Governo em Saúde no Brasil:
"Pró-ISAGS funcionará no Rio de Janeiro e se dedicará a encontrar soluções para os problemas de saúde dos 12 países da região.

O Brasil passa a sediar, a partir de cerimônia com a presença do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, nesta segunda-feira (25), uma nova instituição internacional da área da saúde: o Pró-Instituto Sul-Americano de Governo em Saúde (Pró-ISAGS), cuja sede funcionará no Centro do Rio de Janeiro. Fruto da União das Nações Sul-Americanas (Unasul), o principal objetivo do Pró-ISAGS é promover o intercâmbio, a reflexão crítica, a gestão do conhecimento e a geração de inovações no campo da política e governança da saúde, colocando à disposição dos Ministérios da Saúde da América do Sul as melhores práticas e evidências para qualificar a administração no setor. 
A Unasul tem o objetivo de fortalecer a democracia e à busca de soluções compartilhadas para os problemas dos países da região. O Pró-ISAGS terá como diretor-executivo, durante os próximos três anos, o ex-ministro da Saúde do Brasil, José Gomes Temporão. A conferência inaugural do Pró-ISAGS será feita pela Secretária-Geral da Unasul, Maria Emma Mejía, que falará sobre o tema A Unasul e os desafios da integração regional. 
Nos quatro dias seguintes à inauguração, especialistas dos 12 países integrantes da Unasul participarão da oficina em que será discutido o tema Sistemas de Saúde da América do Sul: desafios para a universalidade, integralidade e equidade. Neste encontro, estará em debate o mais completo perfil, feito até agora, sobre a saúde na Argentina, Brasil, Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, Guiana, Paraguai, Peru, Suriname, Uruguai e Venezuela. Pretende-se, assim, propiciar um intercâmbio de conhecimentos e reflexão sistemática sobre os sistemas de saúde de cada um dos países-membro da Unasul, com a identificação de pontos fortes e debilidades, de forma a permitir o desenvolvimento de linhas de cooperação e trabalho para o Pró-ISAGS." (grifo nosso)

De acordo com a notícia, que pode ser lida na íntegra no site acima referenciado,  "Até o final de 2011 e primeiro semestre de 2012, quatro novas oficinas serão realizadas pelo Pró-ISAGS, para debater questões específicas sobre Vigilância Epidemiológica, Vigilância em Saúde, Determinantes Sociais da Saúde e Diplomacia da Saúde."


quinta-feira, 21 de julho de 2011

Judicialização da saúde e Conselho Nacional de Justiça: uma crítica à abordagem do Jornal Nacional

O texto intitulado "Judicialização não é privilégio do SUS", de Renato Saddi - publicado no Blog Saúde Com Dilma no dia 19/07/11 - , aborda  a questão da Judicialização da Saúde, algumas iniciativas do Conselho Nacional de Justiça-CNJ para lidar com tema tão caro para sociedade -  e lembremos, para o  SUS em si -  e traz  uma crítica ao tratamento dado ao assunto pelo Jornal Nacional no dia 18/07/11. 
Na íntegra: 
"O Jornal Nacional apresentou ontem matéria que dá a exata medida da noção propagada por veículos de informação de que o SUS é a banda podre da assistência à saúde no Brasil.
por Renato Saddi
A matéria tem o título 'Conselho Nacional de Justiça cria comitê para ajudar juízes a decidir pedidos de pacientes – Os pacientes que não conseguem medicamentos no SUS recorrem à justiça. Os juízes não podem colocar em risco a vida dos pacientes, mas não têm conhecimento técnico. O comitê, que incluirá médicos e farmacêuticos, auxiliará nas decisões.' e em linhas gerais traça um diagnóstico sobre a denominada judicialização da saúde com foco na questão da incorporação de novas tecnologias pelo Sistema Único de Saúde, confira: 
'Para muitos brasileiros, o caminho da saúde passa pelos tribunais. Os pacientes que não conseguem medicamentos no SUS recorrem à Justiça. Em 2003, O Ministério da Saúde gastou R$ 170 mil com remédios que não estavam previstos pelo SUS, mas que foram conseguidos com ações judiciais. No ano passado, foram R$ 132 milhões, um valor 776 vezes maior.'
'Viviane tem leucemia. Os remédios não estavam na lista, aprovada pelo governo, eram muito caros e ela não podia pagar. Só conseguiu depois de entrar na Justiça.'
'O advogado Julius Confoti diz que o SUS não acompanha a evolução da medicina. Quando é urgente e o paciente não pode esperar anos por uma autorização, ele pede que o juiz autorize o tratamento por liminar. Em 80% dos casos, o pedido é atendido em dois dias.'
Em seu fecho arremata:
'Por um lado, os juízes não podem colocar em risco a vida dos pacientes. Por outro, não têm conhecimento técnico para avaliar se o tratamento pedido é o único indicado para aquela doença. Neste momento, eles têm 241 mil processos para julgar. E para ajudar nesse trabalho, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) acaba de criar um comitê que inclui médicos e farmacêuticos.'
Pois bem, a norma mais recente do CNJ com o escopo de subsidiar magistrados com os conhecimento científico de médicos e farmacêuticos é a Recomendação n 36, de 12 de julho de 2011, Publicada no DJ-e n 129/2011, em 14/07/2011, pág. 3-4, cuja íntegra é a seguinte.
RECOMENDAÇÃO N 36, DE 12 DE JULHO DE 2011.
Recomenda aos Tribunais a adoção de medidas visando a melhor subsidiar os magistrados e demais operadores do direito, com vistas a assegurar maior eficiência na solução das demandas judiciais envolvendo a assistência à saúde suplementar.
O PRESIDENTE DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA (CNJ), no uso de suas atribuições;
CONSIDERANDO que os planos de saúde constituem forma contratual de assistência à saúde, regulamentada pela Lei nº 9.656/1998,
CONSIDERANDO que a assistência à saúde é livre à iniciativa privada e que são de relevância pública as ações e serviços de saúde, cabendo ao Poder Público dispor, nos termos da lei, sobre sua regulamentação, fiscalização e controle (arts. 197 e 199 da Constituição da República),
CONSIDERANDO o crescente número de demandas envolvendo a assistência à saúde suplementar em tramitação no Poder Judiciário brasileiro,
CONSIDERANDO que o Poder Judiciário tem buscado a mediação como melhor forma de solução de conflitos,
CONSIDERANDO a decisão plenária da 130ª Sessão Ordinária, de 5 de julho de 2011, deste Conselho Nacional de Justiça, exarada nos autos do Ato nº 0003257-77.2011.2.00.0000,
RESOLVE:
b) facultem às operadoras interessadas o cadastramento de endereços para correspondência eletrônica junto às Comarcas, Seções e Subseções Judiciárias, com vistas a facilitar a comunicação imediata com os magistrados, e, assim, fortalecer a mediação e possibilitar a autorização do procedimento pretendido ou a solução amigável da lide, independentemente do curso legal e regular do processo;
c) orientem os magistrados vinculados, por meio de suas corregedorias, a fim de que oficiem, quando cabível e possível, à Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), ao Conselho Federal de Medicina (CFM), ao Conselho Federal de Odontologia (CFO), para se manifestarem acerca da matéria debatida dentro das atribuições de cada órgão, específica e respectivamente sobre obrigações regulamentares das operadoras, medicamentos, materiais, órteses, próteses e tratamentos experimentais.
II – Recomendar à Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados (ENFAM) e às Escolas de Magistratura Estaduais e Federais que promovam a realização de seminários para estudo e mobilização na área da saúde, congregando magistrados, membros do Ministério Público e operadoras, a fim de propiciar maior entrosamento sobre a matéria.
III – Recomendar aos Comitês Executivos Estaduais que incluam, dentre os seus membros, um representante de planos de saúde suplementar, no intuito de fomentar o debate com as operadoras, diante dos dados constantes em seus arquivos.
Publique-se e encaminhe-se cópia desta Recomendação a todos os Tribunais.
I – Recomendar aos Tribunais de Justiça dos Estados e Tribunais Regionais Federais que:
a) celebrem convênios que objetivem disponibilizar apoio técnico, sem ônus para os Tribunais, composto por médicos e farmacêuticos, indicados pelos Comitês Executivos Estaduais, para auxiliar os magistrados na formação de um juízo de valor quanto à apreciação das questões clínicas apresentadas pelas partes, observadas as peculiaridades regionais;
Ministro Cezar Peluso
Destarte o tempo da matéria foi quase todo ocupado por um assunto não pertinente ao invés de ser abordado o crescente números de demandas judiciais em face das operadoras de planos de saúde, postulando procedimentos terapêuticos, fato que gerou a nova Recomendação do Conselho Nacional de Justiça.
Presidente
Não é ocioso recordar que para o setor público o Conselho já editou norma similar a RECOMENDAÇÃO N 31, DE 30 DE MARÇO DE 2010 que Recomenda aos Tribunais a adoção de medidas visando a melhor subsidiar os magistrados e demais operadores do direito, para assegurar maior eficiência na solução das demandas judiciais envolvendo a assistência à saúde.(Publicado no DJ-e n 61/2010, em 07/04/2010, p. 4-6),  sobejamente conhecida dos membros do Poder Judiciário e operadores do Direito em geral.
Na esteira dessa norma há pelo país vários magistrados e gestores do SUS de todos os níveis que fazem criterioso trabalho com várias iniciativas exitosas notadamente as Comissões de Análise de Pedidos Especiais e congêneres.
Todos esses atores mencionados estão enfrentando o problema, que não é pequeno!
Os veículos de informação devem tratar do tema sempre, mas com critério tratando de cada faceta do tema com a devida precisão, a bem da correta informação aos destinatários da notícia.
Por isso meu pasmo em verificar tamanho equívoco.
E vai aqui uma sugestão de pauta muito interessante. Incorporação de Tecnologia em Saúde.
É assunto que rende um Globo Repórter ou mais!
Finalmente, nunca é demais lembrar que todos os segmentos da sociedade brasileira são responsáveis por zelar pelo  SUS e a Imprensa se é fundamental para mostrar suas mazelas é indispensável para fomentar a discussão sobre seu aperfeiçoamento.
Até mais." 

Notícia "Hospital da PM: Cobranças duplas são investigadas pela 33ª PJ"

Também no Blog JUSTIÇA & SAÚDE FLORIPA notícia de hoje sobre cobranças duplas no hospital da Polícia Militar em Florianópolis. 


Notícia na íntegra o texto "Hospital da PM: Cobranças duplas são investigadas pela 33ª PJ": 
"21/07/2011 por saudefloripa33pj
Promotora Sonia Piardi
As denúncias de cobranças ilegais de consultas, exames e internações no Hospital da Polícia Militar, em Florianópolis, estão sendo apuradas pelo Ministério Público Estadual (MPSC). Há dois inquéritos civis em andamento que investigam os supostos recebimentos duplos de salários por oficiais médicos e improbidade administrativa pela sua administração.
A promotora Sonia Maria Demeda Groisman Piardientende que o hospital é público e não pode cobrar por consultas ou outros serviços. Hoje, os atendimentos aos policiais militares e servidores são por convênios médicos ou cobranças particulares.
Ainda no ano passado, um policial militar que não tem plano médico procurou o MPSC depois que o hospital lhe cobrou por um exame de ultrassonografia. A queixa originou a abertura de um dos inquéritos pelo MPSC. Segundo a promotora, o hospital é administrado pela Associação Beneficente dos Militares Estaduais (Abepom) e há um misto de funcionários terceirizados e públicos. – Se o hospital é público, da PM, não pode haver cobrança e o atendimento deve ser pelo SUS (Sistema Único de Saúde). Então, ou o Estado assume a gestão ou entrega à entidade para que faça de maneira adequada – resume a promotora.
A outra situação que o MPSC apura envolve os policiais militares que trabalham no local. Há denúncias que oficiais médicos estariam recebendo duas vezes pelo mesmo serviço. Ou seja, a remuneração salarial do Estado e ainda os valores cobrados das consultas por planos médicos ou convênios dentro do hospital. A PM nega e diz que esses profissionais cobrariam pelas consultas apenas fora da sua carga horária estadual.
Para a promotora Sônia, caso fiquem comprovados os duplos ganhos, os responsáveis podem responder pelo crime de concussão (quando o servidor exige vantagem indevida para exercer a função). O impasse das cobranças ilegais no hospital da PM acontece há 10 anos. Em abril do ano 2000, a Procuradoria Geral do Estado fez um parecer em que dizia que os oficiais médicos não poderiam receber remuneração de convênios junto ao hospital e que os atendimentos eram direitos dos servidores.
Corregedoria da PM apura denúncia de irregularidades
Conforme revelou o Diário Catarinense na edição de ontem, a corregedoria da PM também investiga as suspeitas de irregularidades no hospital da corporação em um inquérito policial militar. A investigação está em sigilo. O ex-diretor do hospital, tenente-coronel Sandro Maurício Zacchi, foi afastado do cargo no dia 11 deste mês pelo comando-geral da PM. Ele havia relatado as denúncias e exigido providências.


Ontem, dia 20, no mesmo blog foi publicada : "Denúncias no Hospital da PM Lara Ribas, na Capital"